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Ensino Religioso reduz contato com drogas



Gabinete Jurídico promove palestra sobre necessidade do ensino religioso nas escolas


São Paulo, 03 de Agosto de 2011 - Considerando o ensino religioso como um instrumento fundamental na formação do caráter e da personalidade do cidadão, a palestra "O Ensino Religioso no Estado Laico e o Ensino Religioso nas Escolas Confessionais", gerou discussões e reflexões.

Promovido pelo Gabinete Jurídico, empresa de consultoria empresarial para micro e pequenos empreendedores dos mais variados segmentos da economia e assessoria educacional, o evento trouxe à tona a discussão sobre a importância dos valores intrínsecos em ensinamentos religiosos como mantenedores de uma mente e corpo são.

O pedagogo Marcelo Reis Clemente, durante a exposição de algumas pesquisas realizadas em países como Espanha, Canadá, Alemanha e EUA, se demonstrou convicto de que o contato religioso e espiritual pode salvar muitas vidas e prevenir a aproximação das drogas. "A relação existente entre religiosidade, espiritualidade e o ser humano são, de fato, fatores que protegem o indivíduo. O contato com Deus, seja ele pertencente à religião que for, mantêm os valores da família, os valores morais, os valores cívicos. A sociedade precisa reaprender a valorizar a religião", afirma. Marcelo Clemente é professor universitário, especialista em psicopedagogia e mestrando em Educação e Saúde na Universidade Federal do Estado de São Paulo, UNIFESP

Para o Padre Eduardo Henriques, orientador espiritual do Colégio Francisco Xavier no Ipiranga, bacharel em Filosofia e Teologia, e doutor em Educação e Teologia pela Universidade Boston College, nos EUA, o ensino religioso deve ser oferecido ao cidadão em sua formação escolar. "As pessoas precisam conhecer as religiões mesmo que seja para se definir ateu. E principalmente, acabar com o pensamento sectarista, que é um dos piores inimigos da religião e da sociedade. Não é obrigatório que, para sermos certos, outros devem ser, necessariamente, errados. Devemos aceitar todas as religiões", explica o Padre.

Elaine Rodrigues, consultora empresarial do Gabinete Jurídico, levantou a questão inerente à Lei de Diretrizes e Bases de Educação que estipula que o ensino religioso deve ser oferecido em escolas públicas do ensino fundamental. "Na realidade há uma confusão no que diz respeito a laicidade do Estado. O Estado laico não é ateu; não é contrário ao desenvolvimento da fé religiosa nas escolas, notadamente num país que recebeu migrações das mais variadas origens étnicas. Estado laico é sim, aquele desvinculado da obrigatoriedade de ensinar uma determinada religião ou coibir o desenvolvimento de dada crença religiosa. Portanto, podemos e devemos retomar o ensino religioso nas escolas. O ensino religioso nas escolas é uma questão de exercício da cidadania, motivo pelo qual a sociedade deveria mobilizar-se no sentido de exigi-lo nas matrizes curriculares do ensino público e não só para desenvolver a história das religiões, mas dando espaço para padres, pastores, rabinos, e todos os chefes religiosos para palestrarem nas escolas públicas. Como muito bem salientou o Marcelo Clemente, é uma pena que os encontros ecumênicos não se dêem dentro do ambiente da escola pública. Ainda que um núcleo familiar ateu queira que seu filho siga essa diretriz, a criança e o adolescente tem direito a conhecer as religiões para optar pelo ateísmo.", afirma.

A consultora também se demonstrou bastante preocupada com a atenção que, tanto os governantes quanto a mídia, têm dado ao tema. "É preocupante imaginar que, para os governantes e jornalistas de hoje em dia, diagnosticar as doenças da sociedade, como o bullying nas escolas, a violência no meio juvenil e as drogas nas escolas, seja o grande trunfo. Nós trazemos resultados de estudos e pesquisas, que comprovam a religião como forma de enaltecer valores, manter a família unida e com bons costumes. Mas precisamos da colaboração da sociedade, e para alcançarmos a sociedade precisamos do apoio da mídia. Esta é uma missão de todos nós!", finaliza a consultora.


Revista - Estação Ypiranga, Nº17 pág. 43 - Agosto/Setembro de 2011


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